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sábado, 13 de agosto de 2011

Cremação

Acabo de eliminar minha ignorância do post anterior, vejam:

De volta ao pó
Incineração reduz um corpo de 70 quilos a menos de 1 quilo de cinzas

1. O processo de cremação começa quando a pessoa ainda está viva. Não se assuste — é que ela precisa registrar em cartório a vontade de ter seu corpo transformado em pó. Em relação a um sepultamento comum, as diferenças aparecem depois do velório, quando o caixão não é levado até a cova, mas para uma sala refrigerada. Em alguns crematórios, um elevador se abre no chão e desce com o corpo até o andar de baixo, onde ficam as geladeiras.
2. No subsolo funciona a chamada câmara fria. No crematório de São Paulo, por exemplo, o cômodo gelado é uma sala revestida de azulejos e com isolamento térmico, onde ficam prateleiras metálicas com capacidade para até 4 caixões. Os falecidos passam 24 horas no frio. Nesse período, a família ou a polícia podem requisitar o corpo de volta, no caso de mortes violentas como assassinatos.
3. Depois de um dia na geladeira, o cadáver entra em um forno com todas as roupas e ainda dentro do caixão — apenas as alças de metal são retiradas. Sustentado por uma bandeja que impede o contato direto com o fogo, o caixão é submetido a uma temperatura de 1 200 ºC. Esse calor faz a madeira do caixão e as células do corpo evaporarem ou volatilizarem, passando direto do estado sólido para o gasoso. O cadáver começa a sumir.
4. Depois de até duas horas no forno, apenas partículas inorgânicas como os óxidos de cálcio que formam os ossos resistem à onda de calor. Esses restos são colocados no chamado moinho, uma espécie de liquidificador que tritura os ossos com bolas de metal que chacoalham de um lado para o outro.
5. O moinho funciona por cerca de 25 minutos. Depois dessa etapa, as cinzas em pó são guardadas em urnas e entregues à família do morto. No final do processo, uma pessoa de 70 quilos fica reduzida a menos de um quilo de pó. Em uma cidade como São Paulo, uma cremação custa a partir de 105 reais, metade do preço de um enterro simples.

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-e-feita-a-cremacao-de-cadaveres
 
E olha só que interessante:
 
"Em 2008 praticamente todos os estados brasileiros dispõem de um crematório, sendo que a Grande São Paulo conta com três deles. O crematório da Vila Alpina crema cerca de 300 cadáveres ao mês. As cinzas não retiradas dos crematórios são, via de regra, espalhadas nos jardins que entornam os crematórios."

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Crema%C3%A7%C3%A3o

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A experiência de um primeiro velório...

De três coisas eu tenho certeza:

Sim, eu ainda quero trabalhar com isso um dia;

Nada, absolutamente NADA é igual nem de perto da experiência ao vivo;

Enterrar definitivamente NÃO é pra mim.

Confesso, foi um baque. E um baque ainda maior porque você não está vendo um ‘estranho’ ali deitado naquela maca, depois naquele caixão; você está vendo alguém com quem conversava, com quem convivia de uma certa forma.

Mas eu ainda quero trabalhar como legista, e agora sei que realmente não é tão fácil quanto eu pensava. Mas uma opinião eu mantive: trabalhar no IML deve ser duro; mas ser médico sim, que é coisa pra macho.

E se você é daquelas pessoas que gosta de CSI, E.R., filme de terror, reality shows cirúrgicos; que corre pra olhar pela janela quando sabe que acaba de acontecer um acidente... Não se engane: você não está imune nem mais resistente ou mais preparado para uma experiência ao vivo e a cores.

E a experiência do velório pode até ser importante, talvez. Mas decididamente eu quero ser cremada, e gostaria que assim fosse com meus familiares; penso até em começar a plantar essa idéia na cabeça de todos eles.
Porquê? (essa é pra quem acha a cremação algo 'cruel'...)
Simplesmente porque eu acho muito mais cruel a idéia de deixar a pessoa dentro de uma caixa de madeira para apodrecer eternamente. Imaginar que enquanto você está deitado em sua cama, a pessoa está definhando ali onde foi deixada. Ela vai ficar cheia de vermes, e depois serão ossos, que não servirão pra nada. Eu pelo menos não conseguiria conviver com isso; imaginar que deixei alguém ali, pra apodrecer. Todos os dias eu ficaria pensando em como estaria aquela carne pútrida, daquela pessoa que era tão importante pra mim. Enquanto com a cremação, minhas memórias serão mais agradáveis, mesmo tendo que sobreviver a um velório. E as cinzas?! Bom, com certeza eu não as guardaria. Acredito que todos nós temos um lugar que gostávamos de ir pra relaxar, onde esses nossos 'últimos suspiros' ficariam bem melhor.
Me lembro de uma amiga da minha tia, que colocou cinzas no seu jardim, onde nasceram flores lindas.

Agora digam me, essa idéia não é melhor?! Gente, por favor, pensemos.

Sei que existem diversas crenças, algumas bem divergentes a até opostas; eu costumo respeitá-las. Mas em alguns casos, creio que seria melhor pra todo mundo, e menor doloroso, optar pela despedida de uma vez só. Deixe para conversar com a pessoa em seus pensamentos, em suas orações, se você for religioso, seja qual for a sua religião. Essa coisa de Dia de Finados, visitar a pessoa em seu aniversário, só faz com que a dor nunca vá embora. Não que ela desapareça algum dia, mas ela se amortece em seu cantinho, se você deixá-la lá.
São cada vez mais e mais cemitérios pelo mundo, e acabamos prendendo todas essas pessoas à terra, de certa forma.

Bom, eu na realidade também não sei como funciona a burocracia dos preços; não sei qual a diferença, nem se a prefeitura pagaria uma cremação, no caso de alguém que não tem condições ou não estava preparado para aquele momento. Estou aqui só expondo minha opinião, vinda de alguém ainda meio imatura; mas alguém que ainda não perdeu ninguém tão próximo, e está tentando conviver com a idéia de que vai ter que enfrentar isso um dia.

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